terça-feira, junho 15

Taipas [3ª 4ª]

Já há alguns tempos que tenho ido às Taipas à 3ª 4ª de cada mês.
Começou por ser uma curiosidade (como não sou gato, estava descansado), depois passou a ser um interesse de apreciação musical, mas há já algum tempo que passou para uma necessidade.
Não é que esta necessidade de paragem fosse uma novidade para mim, inclusivamente já o foi semanalmente, mas de facto, os dias vão enchendo a cabeça de uma carga de tensão tal que uma pessoa sente que tem de fazer regularmente uma ligação à terra.
Não deixa de ser um pouco estranho para mim, que sempre... bem, pelo menos durante muito tempo, era o ar que movia tudo cá dentro do 'aquário'... Mas estas coisas também se educam e se moldam... limando pouco a pouco, vão-se interiorizando ao longo do tempo para conseguirmos viver as coisas com maior entrega, com maior profundidade e de uma forma mais esclarecida.
Estaria longe de imaginar, há alguns anos, que me permitisse deixar-me invadir durante tanto tempo pelo silêncio. Não só pelo silêncio individual meditativo, mas acima de tudo, por aquele contagiante e penetrante silêncio comunitário como o das Taipas.
Poderia ali ficar a noite toda, intercalando a música....... o silêncio........ a música. . . . . . o silêncio. . . . . . . a música. . . . . . . . . . .
. . . . . o silêncio. . . . . . . . . . .

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