quarta-feira, agosto 16

Pause-UNable

O ritmo diário que a nossa vida assume não pára - talvez o saibamos, talvez tenhamos consciência disso, quando afirmamos que o tempo voa... etc. Mas se vivemos num piscar de olhos este ritmo de vida, entre acordar, trabalhar e adormecer, parando de vez em quando para fazer contas deste tempo que passa, apenas consideramos como horizonte alguns meses, poucos anos.
É raro ter uma perspectiva de uma vida e quando acontece, tem-se como uma fatalidade irremediável que segue o seu curso por entre as circunstâncias incontornáveis de uma sequência de momentos.
Já muitas vezes tenho pensado nisto quando, como é o caso presente, tenho de lidar com momentos da vida, passos de gigante (digo eu... - talvez seja apenas a vida a acontecer) de amigos que entrecruzam profunda e intimamente a sua infância com a minha. Pessoas com quem partilhei brincadeiras, aventuras, sonhos, amores, desilusões, desabafos,... e que temos guardados de uma forma muito especial como nossos amigos, como fiéis e eternos companheiros para as mesmas brincadeiras, aventuras, sonhos,...
Faz-me mesmo muita confusão vê-los 'crescidos', com a sua própria vida, dando passos irreversíveis no seu crescer... Um casamento,... o primeiro, o segundo filho,... um e outro emprego... é como se, por um lado, nos roubassem aquela ligação de amizade que nasceu logo na infância, mas por outro, como se uma alegria imensa nos invadisse por vermos acontecer, naqueles que cresceram connosco, momentos e coisas absolutamente fantásticas nas suas vidas.
Sinto cada vez mais essa infância que perdura a desvanecer-se como o entardecer. Aproxima-se cada vez mais uma nova aurora. Hei-de estar preparado para acordar.(?)
Um abraço grandioso, como a vida que eles próprios construíram, para todos esses da infância, da escola, do bairro, dos escuteiros,... que agora VIVem.

5 Comments:

Blogger PanteraÁgil said...

se não estás preparado para essa "nova aurora" quem estará?!

16 agosto, 2006 10:43  
Blogger gota de chuva said...

Agora e sempre as mudanças na vida...nada permanece igual, o tempo vai alterando as situações e modelando a nossa vida.
Sentimos as mudanças, sejam na nossa seja na vida daqueles com quem convivemos de perto...

Depois olhamos para as vidas daqueles que cresceram connosco, e às vezes receamos se seremos capazes de "evoluir" tb, se queremos "evoluir" tb, como será connosco...às vezes parece que as coisas se modificam para os outros e para nós ficam na mesma...e olhamos para trás, naquilo que passamos com eles, e surge uma certa saudade da vida e dos sentimentos de antes...e sentir as coisas a mudar traz-nos nostalgia...mas é mesmo assim a vida...a meta é crescer, melhorar...e o que foi vivido, sentido, faz parte de nós...as pessoas que vamos conhecendo, as novas situações que surgem, fazem parte da evolução da vida...por mais assustadora e desconhecida que pareça.
digo eu.

17 agosto, 2006 21:34  
Blogger emlino said...

Dizes, e dizes muito bem. Talvez não seja até tanto pelo receio de enfrentar o desconhecido mas mais pelo medo de perder o que se tem como conhecido. Mas "evoluir" não é perder nada... é ganhar... é crescer (como disseste) e é essa consciência que tenho de ganhar /ou de não perder :)
Não há nada como chover no molhado para que estas coisas fiquem bem enraízadas :))))

18 agosto, 2006 13:48  
Blogger gota de chuva said...

pois, dizer é bastante mais fácil que sentir... :)

18 agosto, 2006 15:00  
Blogger emlino said...

...Vou experimentar escrever para ver se se torna mais fácil sentir...




...li que diz que sim... :)

21 agosto, 2006 15:27  

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